Garantias constitucionais e seletividade penal: os limites ao poder punitivo no sistema penal brasileiro

Autores

  • Paloma Pedroso Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões
  • José Francisco Dias da Costa Lyra Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões

Palavras-chave:

Poder punitivo, seletividade penal, garantias constitucionais, igualdade, cidadania

Resumo

O presente artigo analisa a atuação seletiva do sistema penal brasileiro frente às salvaguardas constitucionais limitadoras do poder punitivo, com ênfase na igualdade, na dignidade da pessoa humana e na realização da cidadania. Investiga-se em que medida a práxis das agências punitivas revela uma tensão entre as promessas da Carta de 1988 e a realidade da persecução penal. Metodologicamente, ampara-se no método hipotético-dedutivo, sob uma abordagem qualitativa apoiada em pesquisa bibliográfica e documental. Para tanto, examinam-se matrizes do garantismo penal e da criminologia crítica, em cruzamento com dados institucionais acerca do perfil da população carcerária nacional e regional. A hipótese confirmada aponta que a seletividade penal evidencia um manifesto distanciamento entre a previsão abstrata dos direitos fundamentais e sua aplicação prática. Os resultados demonstram uma acentuada concentração da intervenção estatal sobre grupos sociais delimitados por marcadores de raça, idade e baixa escolaridade. Conclui-se que a superação dessa disparidade e a efetividade do modelo constitucional dependem da conversão dessas garantias em parâmetros concretos e permanentes de controle sobre a atividade punitiva do Estado. 

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Biografia do Autor

Paloma Pedroso, Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões

Graduada em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI, Campus Santo Ângelo (2023). Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC (2024). Atualmente, Mestranda em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI, Campus Santo Ângelo, bolsista PIBPG/CNPq.

José Francisco Dias da Costa Lyra, Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões

Doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS (2011), Mestre em Desenvolvimento, Cidadania e Gestão pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (2004), Especialista em Direito Público (IESA, 1997) e em Direito Privado (UNIJUÍ, 2002), e Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela FADISA (1987). Atualmente, é Professor titular do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da URI, campus de Santo Ângelo. Líder do Grupo de Pesquisa “Tutela dos Direitos e sua Efetividade”, registrado no CNPq, e Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

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Publicado

2026-10-28

Como Citar

PEDROSO, Paloma; LYRA, José Francisco Dias da Costa. Garantias constitucionais e seletividade penal: os limites ao poder punitivo no sistema penal brasileiro. Revista de Direito Constitucional & Econômico, São Paulo, Brasil, v. 8, n. 1, p. 74–88, 2026. Disponível em: https://ojs.unialfa.com.br/index.php/redec/article/view/1333. Acesso em: 8 nov. 2026.

Edição

Seção

Artigos