Atuação da psicologia escolar na mobilização e na articulação engajada junto à comunidade educativa

Autores/as

  • Lígia Carvalho Libâneo

Palabras clave:

Psicologia escolar; articulação; comunidade educativa; América Latina; atuação.

Resumen

O artigo critica a psicologia escolar de matriz hegemônica, individualizante e normatizadora, que historicamente patologizou diferenças e desconsiderou dimensões sociais, institucionais, pedagógicas e territoriais inerentes ao processo educativo. Nosso objetivo é discutir a assunção de uma posição da psicóloga escolar latino-americana como uma das articuladoras e mobilizadoras da comunidade educativa, orientando-se de forma socialmente referenciada, institucionalmente situada e coletivamente engajada. Fazemos um percurso histórico na psicologia escolar considerando três momentos: atuação normativa e desarticuladora da comunidade educativa; atuação de maior participação no cotidiano escolar, fruto da leitura socioinstitucional do fracasso escolar; e atuação de mobilização e de articulação engajada junto à comunidade educativa, valorizando teorias, práticas e modos de produção de conhecimento latino-americanos, construídos a partir dos nossos territórios. Defendemos que a articulação da comunidade educativa não é um eixo ou dimensão da atuação profissional, mas uma forma de orientar o trabalho da psicologia escolar tendo como foco a construção de vínculos, a escuta, a convivência e a ação coletiva. Ao atuar com a comunidade e não sobre a comunidade, a psicologia escolar escolar contribui com a construção de práticas democráticas, libertárias e transformadoras, que dialogam com as condições concretas da instituição educativa, das pessoas e dos territórios refratados nas vivências dos atores educacionais.

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Publicado

2026-10-11