Equidade de gênero nas Secretarias de Estado Brasileiras:
uma abordagem estadual e regional das autoridades máximas
DOI:
https://doi.org/10.70612/gedeco.5.1259Palabras clave:
Equidade, Políticas públicas, Governos estaduaisResumen
As mulheres enfrentam barreiras na ascensão de cargos de autoridades máximas no mercado de trabalho e na economia brasileira, especialmente, em razão dos preconceitos e estereótipos que permanecem enraizados na cultura das organizações. Nesse contexto, o presente artigo tem o objetivo de analisar a participação das mulheres na política e sua ocupação em cargos de Secretárias de Estado, tanto em unidades federativas governadas por mulheres quanto naquelas governadas por homens, e ainda, verificar possíveis desigualdades regionais e salariais. Para tanto, o universo da pesquisa foi composto por 619 amostras; destas, 71,40% são homens e 28,60% mulheres. Os resultados indicaram que as maiores participações femininas relativas se concentram nas regiões Nordeste (32,4%) e Norte (32,2%). O Centro-Oeste destacou-se negativamente, com apenas 19,7% de mulheres, configurando a maior desigualdade proporcional entre as regiões. Além disso, os homens ainda recebem remunerações superiores às das mulheres e que, no contexto das Secretarias de Estado, as mulheres permanecem sub-representadas em todas os estados brasileiros, mesmo aqueles governados por mulheres. Com isso, revela-se essencial a instituição de mecanismos permanentes de monitoramento, sistematização e divulgação de dados sobre a equidade de gênero nos Governos Estaduais, de forma transparente e acessível à sociedade.
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